Priscilla Pugliese nos concedeu uma entrevista muito legal! Confira e divirta-se:

Por em 4 de setembro de 2020.

Atriz, criadora de conteúdo e escritora, Priscilla Pugliese foi super fofa e cativante nessa entrevista e podemos provar! Leia e divirta-se como nós:

1.Você chamou muito a atenção do público ao protagonizar dois romances LGBTQIA+, “A Melhor Amiga da Noiva” e “The Stripper“. Como foi a experiência para você em trabalhar não somente atuando, mas produzindo e roteirizando essas minisséries?

Pugliese: É muito louco, porque nós precisamos fazer muitas coisas ao mesmo tempo. No começo, quando não tínhamos equipe de gravação, nós revezávamos para gravarmos os diferentes planos. Alguém gravava o meu, depois eu gravava de outra pessoa e por aí vai. Era realmente muito difícil, mas isso quando precisávamos produzir também durante as gravações. Quando fazemos apenas a parte de produção que antecede, o processo é mais tranquilo. Entretanto, acredito que isso foi muito importante para meu crescimento como atriz, porque hoje eu tenho uma visão muito diferente comparado a quando eu apenas atuava, em questões como posicionamento para câmera e projeção de voz, por exemplo. Eu acabei aprendendo e crescendo muito mais que apenas na atuação. E inclusive, atualmente com roteiros que adapto e escrevo para produções, eu descobri até uma nova paixão, que é a escrita.

Assista aqui o primeiro episódio de The Stripper:

(reprodução/Youtube)
2. Imaginamos que trabalhar com adaptação de roteiro não deva ser algo fácil. Qual foi o maior obstáculo para você ao adaptar o roteiro e produzir “The Stripper”?

Pugliese: Eu tenho uma forma de adaptar os roteiros que se baseia em ser o mais fiel possível à história que o autor escreveu. Falando diretamente da adaptação de “The Stripper”, nós tínhamos uma limitação que era a verba para uma história muito luxuosa e muito cara. O mais difícil foi adaptar o roteiro pensando em questões de figurino, cenário, objetos de cena, locação, que é algo muito caro. Temos como exemplo, a cena em um avião, que na verdade gravamos em um micro-ônibus. Em “The Stripper”, com certeza, o mais difícil foi adaptar todas essas questões, mas sem ficar fake ou decepcionar a autora.



3. Grandes sucessos como ”50 tons de cinza”, ”After”, ”A Barraca do Beijo”, eram fan fictions antes de passarem para os serviços mainstream. Cada dia mais essas histórias tomam espaço nas telinhas, e as produções da Ponto Ação estão se adaptando bem a isso. Como você se sente sabendo que está dando vida às personagens que leitores amam? Há uma certa pressão?
(reprodução/google)

Pugliese: Eu sempre assisti filmes de adaptação de livros, que eu também já havia lido. Eu achava fantástico o ator pode dar vida a algo que imaginamos ao ler o livro. Porém, as fanfics são um pouco diferentes. Nós estamos falando de pessoas que já existem mesmo, não é apenas um personagem de uma história. A Lauren e a Camila são reais, então o público cobra essa semelhança com elas, algo que não temos. Sendo assim, nós precisamos, ao menos, termos alguns trejeitos em detalhes que possam se relacionar a elas, como manias, o olhar, a risada ou a sobrancelha. E, por isso, existiu e existe sim uma pressão gigantesca! Não apenas por ser uma fanfic, mas pelos personagens serem pessoas reais. É preciso tentar chegar o mais perto possível da expectativa do público. Além disso, pensando em “The Stripper”, essa é uma das maiores fanfics Camren do mundo, tornando a pressão para essa adaptação ainda maior. Em “Entre Duas Linhas”, ainda estávamos muito no começo. Já em “A Melhor Amiga da Noiva”, nós trouxemos a história para nossa realidade, como seríamos nós naquelas situações. Agora, em “The Stripper”, a história é uma realidade que existe, mas que para mim, ainda é muito ficcional e está completamente fora da minha realidade pessoal.

4. No Dia do Orgulho LGBTQ+, você recebeu mais de 20 mil votos no “Top Personagens LGBTQ+” do Séries Brasil. Como foi para você saber que há tanta gente dando suporte à sua carreira e aos seus personagens?

Pugliese: Apenas estar nos Séries Brasil e participar, já foi muito surreal, porque eu sempre votei e estive ali como fã de outros artistas. Ainda mais ser selecionada em uma categoria de personagens LGBTQ+, que é algo que eu quero falar cada vez mais, abrindo espaço também para o audiovisual independente e mostrando que o Brasil também produz conteúdo LGBTQ+. Me deixou muito feliz mesmo. Eu nunca imaginei estar ali, quanto mais imaginar que ficaria estar entre o TOP 10. Saber que as meninas votaram, fizeram mutirão e viraram noite me fez lembrar a época de RBD ou Fifth Harmony, que eu também participava dessas votações. É muito louco e muito surreal!

(reprodução/assessoria)
5. O mundo cinematográfico exige cada vez mais dos atores, e você não é somente atriz, mas também é produtora, empresária e romancista. Confessa pra gente, você tem uma quedinha maior por alguma dessas áreas especificamente?

Pugliese: Sem dúvidas mesmo, ainda é atuar. Atuação o que eu sempre quis fazer! Produzir, ser empresária, autora, etc, é uma consequência do que precisa ser feito. Ser produtora e empresária aconteceu por eu não querer esperar uma emissora me chamar ou alguma oportunidade aparecer, então eu precisava trabalhar, como qualquer outra pessoa que precisa se sustentar. E escrever foi algo que aconteceu, porque um de nós precisava fazer essa parte e os meninos preferiam outras áreas da produção. Acabou sendo algo que eu descobri que eu realmente gosto de fazer, mas se eu ainda precisar escolher, eu escolheria atuar, com certeza.

6. Você está chegando com uma nova produção, “Dark Paradise”, que retrata o suspense entre um serial killer no Rio de Janeiro e a delegada responsável pelas investigações. Esse é um tema bem diferente do que os fãs estão acostumados a ver. Como está sendo a preparação para esse projeto novo?

Pugliese: Devido à pandemia, nós não estamos desenvolvendo “Dark Paradise”. Ainda estamos no processo de levantamento de verba, que felizmente já estamos quase conseguindo. Nossos fãs são maravilhosos e nos ajudam muito e eu sou eternamente grata a eles. Eu brinco que nós não temos patrocínios, porque ninguém quer nos patrocinar de fato, mas temos melhor que isso, fãtrocínios. São fãs que investem e acreditam na gente de verdade (Obrigada galera!!!). Porém, voltando a falar de Dark, o roteiro já está finalizado e, assim que acabar a pandemia, iremos iniciar de fato as produções da websérie.

7. A pandemia não está sendo fácil, imagino, então como é o processo de trabalho na pré-produção de Dark Paradise, é todo home office? Além disso, você crê que a situação atual que vivemos pode afetar de alguma maneira o enredo e roteiro da produção da websérie?

Pugliese: Acredito que seja muito importante procurarmos nos exercitar para não estarmos sempre parados, realmente faz muito bem. Acho também que a galera deveria se arriscar um pouco na cozinha, fazer coisas legais, ao menos uma vez na semana e, quem sabe, cozinhar com a gente no “Cozinhando A Gosto”. Até porque, quem não gosta de comer, né!? Eu também já maratonei muitos filmes e séries nessa quarentena. Porém, tem algo que não posso deixar de falar: para quem não tem a prática de ler, tentem estimular a leitura. Ler permite que a gente conheça novas palavras, além de mais aprendizados que só acrescentam. Leiam algo que gostem, seja jornal, gibi, romance, etc, apenas leiam!

Essa foi a nossa entrevista com a maravilhosa, Priscilla Pugliese! E se você gostou dessa, fique de olho nas nossas redes sociais, pois em breve teremos um Talk to 4U com a Priscilla e haverá muitas novidades!

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