55 anos da Viola Davis: personagens icônicas vividas pela atriz

Por em 11 de agosto de 2020.

Hoje a atriz e produtora Viola Davis completa 55 anos de vida. E sem dúvidas, não poderíamos deixar essa data passar sem relembrar algumas personagens vividas por ela.

Premiada por diversos papéis, em 2017 foi a primeira atriz preta a completar a chamada ‘Tríplice Coroa da Atuação‘. O termo é usado para os atores e atrizes que conquistaram os troféus do Oscar, Tony e Emmy.

Além de tudo, Viola é uma mulher que usa a voz que tem dentro da indústria cinematográfica para chamar atenção aos casos de racismo em Hollywood. Envolvida em movimentos para combater o preconceito racial nos Estados Unidos e no mundo, está sempre ativa em suas redes sociais e em suas entrevistas faz questão de falar abertamente sobre suas lutas.

Então vem com a gente ver um pouco mais a versatilidade dessa mulher incrível em seus papéis na televisão e no cinema.

Verônica Rawlins – As Viúvas

Protagonizado por Viola Davis, o filme conta a história de um grupo de viúvas que precisam terminar o assalto que seus respectivos maridos começaram antes de serem mortos pela polícia.

Reprodução: Youtube

Sinopse: Um assalto frustrado faz com que Harry Rawlins (Liam Neeson) e sua gangue sejam mortos pela polícia e o dinheiro que roubaram seja destruído pelas chamas. Isto faz com que a viúva de Harry, Veronica (Viola Davis), seja cobrada para que a quantia roubada seja devolvida. Pressionada, ela encontra um caderno de anotações de Harry que prevê em detalhes aquele que seria seu próximo golpe. Veronica então decide realizar o roubo, tendo a ajuda das demais viúvas dos mortos no assalto frustrado.

Rose Maxon – Um Limite Entre Nós

Com Rose, Viola levou para casa as estatuetas do Oscar, Globo de Ouro e Critics Choices Movies Awards como Melhor Atriz Coadjuvante. A emocionante história da Família Maxon nos faz pensar sobre expectativas e barreiras emocionais que projetamos no outro mas também, sobre a expandir seus limites e abrir mão de algumas vontades e desejos para manter aqueles que amamos por perto.

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Sinopse: Anos 1950. Troy Maxson (Denzel Washington) tem 53 anos e mora com a esposa, Rose (Viola Davis), e o filho mais novo, Cory (Jovan Adepo). Ele trabalha recolhendo lixo das ruas e batalha na empresa para que consiga migrar para o posto de motorista do caminhão de lixo. Troy sente um profundo rancor por não ter conseguido se tornar jogador profissional de baseball, devido à cor de sua pele, e por causa disto não quer que o filho siga como esportista. Isto faz com que o jovem bata de frente com o pai, já que um recrutador está prestes a ser enviado para observá-lo em jogos de futebol americano.

Annalise Keating – How To Get Way With Murder

Desde 2014, Davis interpretava Annalise na série de televisão da ABC. A personagem é uma advogada de defesa criminal e professora de Direito na Universidade de Middleton. A série teve o seu fim em maio desse ano.

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Sinopse: Annalise Keating é advogada da área criminal e professora de direito em uma universidade de prestígio da Filadélfia. Ao lado de cinco de seus alunos, ela se envolve tramas de assassinatos enquanto tenta manter intacto seu casamento.

Amanda Waller – Esquadrão Suicida

Em Esquadrão Suicida Viola interpreta a personagem Amanda Waller, a Chefe de Operação e vilã do filme da DC Comics. Já temos a confirmação que a atriz retorna para a sequência do filme!

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Sinopse: Um time dos mais perigosos e encarcerados supervilões são contratados por uma agência secreta do governo, para combater uma poderosa entidade. No entanto, quando eles percebem que não foram escolhidos apenas para ter sucesso, mas também por sua óbvia culpa quando inevitavelmente falharem, terão que decidir se vale a pena ou não continuar correndo risco de morte.

Sra. Miller – Dúvida

E Oscar de atriz coadjuvante vai para Viola Davis, pelo Filme ‘Dúvida’ – por 8 minutos em cena. Isso mesmo que você leu! O Primeiro Oscar da atriz foi por seu papel no filme ‘Dúvida’, no qual Viola teve apenas 8 minutos em cena. 8 minutos!!!

O filme conta a história sobre o padre Flynn, que está molestando o único menino preto do colégio, Donald Miller. Uma história forte e com um elenco de peso, Viola Davis faz o papel da mãe de Donald.

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Sinopse: Em 1964, um ar de mudança paira sobre a irmã Aloysius na Escola St. Nicholas. Padre Flynn, um padre carismático, defende a reforma dos costumes estritos da escola e o primeiro aluno afrodescendente acaba de ser aceito. Quando uma freira diz à irmã Aloysius que o padre Flynn tem dado demasiada atenção pessoal ao aluno, ela começa uma luta pessoal contra o padre apesar de não ter provas suficientes sobre abuso infantil.

Aibileen Clark – Histórias Cruzadas

Antes de mais nada, Viola Davis já deu algumas declarações onde diz que se arrepende de ter feito o longa Histórias Cruzadas, filme que rendeu à atriz algumas premiações pelo papel de Aibileen Clark.

Reprodução: Youtube

Sinopse: Nos anos 60, no Mississippi, Skeeter é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar escritora. Portanto, ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria Skeeter faz parte. Aibileen Clark, a emprega da melhor amiga de Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista. Contudo, apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas e, aos poucos, conseguem novas adesões.

A falta de representatividade

A atriz explicou que sente ter ‘traído’ o povo preto ao participar da produção do longa pois o filme deixou muito a desejar no aspecto de representatividade. Em uma entrevista, em 2018, para o New York Times a atriz disse “…Histórias Cruzadas está nesta lista [de filmes que se arrependeu de ter participado]. Mas não em termos da minha experiência ou das pessoas envolvidas, porque são todas ótimas. […] Eu só senti que no final das contas, as vozes das empregadas não foram ouvidas. […] E eu sei que se você quer fazer um filme cuja premissa é entender como é trabalhar para pessoas brancas e criar seus filhos em 1963, quero ouvir como você realmente se sente sobre isso. E eu nunca ouvi isso no filme”. 

Além disso, em julho desse ano para a Vanity Fair, Viola voltou a tocar nesse assunto. A atriz garantiu que tem muito carinho pelas pessoas que trabalharam com ela no filme, porém ainda carrega consigo o arrependimento. Mas é muito grata por todas as oportunidades que apareceram para ela depois dele.

A falta de representatividade no audiovisual está sendo cada vez mais exposta e menos tolerada. Sabemos que esse é um longo caminho a ser percorrido mas é esse o caminho que desejamos e precisamos para a indústria.

Somos privilegiados de viver em um mundo com Viola Davis, que aborda e traz à tona assuntos tão importantes para a nossa sociedade.

Por fim, obrigada Viola! E Feliz Aniversário!

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